
As recentes notícias sobre a guerra dos EUA, Israel contra o Irã, são bem preocupantes. O conflito torna ainda mais inseguro o mundo. Um dos efeitos foi a decisão da França reforçar seu arsenal nuclear. A corrida radioativa é inevitável.
O raciocínio dos líderes dos países que detém arsenal nuclear é de uma estupidez incrível: quanto mais ogivas, mais medo e respeito meu país terá.
Enquanto isso, nós, pobres mortais, que tentamos sobreviver da melhor forma possível, sequer pensamos no que ocorre sobre as nossas cabeças.
Uma guerra nuclear é coisa de filme apocalíptico. A gente não acredita que a qualquer momento um cogumelo radioativo vá surgir no horizonte, dizimando a nossa espécie.
A minha última pintura trata dessa questão. Na tela, vemos um gigantesco cogumelo, enquanto crianças brincam despreocupadamente sob ele.
O Cogumelo de Herodes é metáfora, simbolismo, de um tempo em que a humanidade, representada pela criança, está seriamente ameaçada.
Não bastasse tanta violência em nosso cotidiano, contra mulheres, crianças, idosos, nações, injustiças e desigualdades, agora temos de estar sujeitos aos caprichos e decisões de supostos líderes que apostam suas fichas no Armageddon.
A arte não tem o poder de mudar a realidade, mas tem a capacidade de provocar reflexão e despertar o olhar para o que está ao nosso lado e não percebemos.
Precisamos buscar a paz, o diálogo, caso contrário, ninguém sairá vitorioso nesse perigoso jogo; todos nós, sem exceção, perderemos o bem mais precioso que temos, a nossa própria existência no planeta.