Tag: Guerra

  • O Cogumelo de Herodes

    Cogumelo de Herodes, óleo sobre tela, 60 x 60, de Francis Ivanovich.

    As recentes notícias sobre a guerra dos EUA, Israel contra o Irã, são bem preocupantes. O conflito torna ainda mais inseguro o mundo. Um dos efeitos foi a decisão da França reforçar seu arsenal nuclear. A corrida radioativa é inevitável.

    O raciocínio dos líderes dos países que detém arsenal nuclear é de uma estupidez incrível: quanto mais ogivas, mais medo e respeito meu país  terá.

    Enquanto isso, nós, pobres mortais, que tentamos sobreviver da melhor forma possível, sequer pensamos no que ocorre sobre as nossas cabeças.

    Uma guerra nuclear é coisa de filme apocalíptico. A gente não acredita que a qualquer momento um cogumelo radioativo vá surgir no horizonte, dizimando a nossa espécie.

    A minha última pintura trata dessa questão. Na tela, vemos um gigantesco cogumelo, enquanto crianças brincam despreocupadamente sob ele.

    O Cogumelo de Herodes é metáfora, simbolismo, de um tempo em que a humanidade, representada pela criança, está seriamente ameaçada.

    Não bastasse tanta violência em nosso cotidiano, contra mulheres, crianças, idosos, nações, injustiças e desigualdades, agora temos de estar sujeitos aos caprichos e decisões de supostos líderes que apostam suas fichas no Armageddon.

    A arte não tem o poder de mudar a realidade, mas tem a capacidade de provocar reflexão e despertar o olhar para o que está ao nosso lado e não percebemos.

    Precisamos buscar a paz, o diálogo, caso contrário, ninguém sairá vitorioso nesse perigoso jogo; todos nós, sem exceção, perderemos o bem mais precioso que temos, a nossa própria existência no planeta.

  • A Guerra Nossa de Cada Dia

    A Guerra Nossa de Cada Dia, óleo sobre tela, 60 x 60, de Francis Ivanovich.

    O quadro acima, “A Guerra Nossa de Cada Dia”, óleo sobre tela, 60 x 60, concluí antes do início da nova guerra dos EUA e Irã.

    Nos causa profunda tristeza a nova guerra. É inevitável sermos acometidos por um temor de que o conflito se espalhe e se torne global.  Há algum tempo não ouvíamos a palavra nuclear, que agora retorna como um espectro assustador.

    Estou pensando na minha amada neta Nalu, que completou 10 anos, na minha querida sobrinha Hanna, que chegou aos 21 anos,  e no Antônio, bisneto da minha eterna e saudosa professora Marina Paranhos, que fez 1 aninho de vida.

    Penso em todas as crianças e jovens deste mundo tão conturbado. Mundo esse nas mãos de delinquentes, criminosos, disfarçados de homens valorosos e preocupados com o povo.

    O mundo está sendo governado por gente da pior espécie, preocupados com os seus próprios interesses. É inaceitável que essa gente esteja comprometendo a vida e o futuro da humanidade.

    Votar é coisa muito séria. Não podemos continuar entregando o poder, o nosso futuro, através do voto, a pessoas que não têm a mínima condição de conduzir os destinos de um país.

    Nalu, Hanna, Antônio e todas as crianças e jovens merecem o melhor dos mundos. Não é justo que as gerações futuras herdem a Terra mergulhada no medo do extermínio nuclear, no caos climático, com violência, fome e dor.

    Cabe a cada um de nós não aceitar que essa gente faça o que quiser das nossas vidas. Devemos, de alguma forma, reagir contra seus planos maquiavélicos, doentios. E votar melhor, com mais consciência, clareza, sem paixão, é o primeiro passo.

    Nossas crianças e jovens agradecem.