Por Francis Ivanovich

Steven Spielberg é um cineasta que marcou gerações. Ainda me lembro, na adolescência, do efeito de Tubarão, de 1975, e ET, de 1982. 

Como não citar seu maravilhoso Contatos Imediatos de Terceiro Grau, de 1977? Outro filme dele que amo é Encurralado, do início de sua carreira, de 1971.

Sem falar, em “A Lista de Schindler”, de 1993. De fato, uma filmografia muito expressiva.

Ontem fui ao cinema, estava ansioso para ver sua nova obra, Dia D, produção que consumiu US$ 115 milhões, e mais de US$ 80 milhões em marketing. O tema do filme me atrai amiúde, acredito que não estamos sozinhos no universo.

Ir ao cinema, a inigualável sala escura com a tela grande, sempre foi para mim como uma ida a um templo religioso. Ainda mais hoje em dia, em tempos de telas espalmadas. Sento-me na cadeira, aguardo o filme ser projetado, e após alguns minutos, a frustração se instala.

Não tenho dúvidas em afirmar que Dia D não condiz com a excelente filmografia de Spielberg. É um filme com cenas óbvias, clichês banais, e em alguns momentos, tenho a impressão de que estou diante de uma produção da Marvel, em que super heróis irão salvar o mundo.

Spielberg, em recente entrevista, disse que a ideia do filme é discutir a união da humanidade, mas este objetivo não é cumprido, pois o roteiro optou por uma solução fácil e pouco criativa, conferindo à temática do filme um tom sensacionalista, que acaba a tornando pouco crível, só aumentando a dúvida entre nós seres humanos, se realmente existe vida fora da terra.

Outro ponto negativo do filme foi aproximar a religião da temática, como a cena em que uma mulher se ajoelha e se benze diante da protagonista. Cena patética.

Quanto ao elenco, dirigido por Steven Spielberg, temos atuações burocráticas de Emily Blunt (Margaret Fairchild), Josh O’Connor (Daniel Kellner) e Colin Firth (Noah).

O Dia D de Steven Spielberg é simplesmente decepcionante. Uma pena.