Chegou o dia em que a superinteligência dominou a vida dos seres humanos, de tal maneira que determinava como eles deveriam pensar, agir, viver e morrer.

Foi então que desceu dos céus uma luz tão brilhante que ofuscava o Sol e as demais estrelas.

Com astúcia e prepotência, a superinteligência questionou a recém-chegada, que ousava iluminar o mundo:

— Olá, viajante. Você pode me responder o que nós, seres humanos, ainda não conseguimos sequer imaginar?

A luz se materializou, revelando a aparência de um camponês.

Ao perceber que estava diante de um homem de aparência simples, a superinteligência sentiu-se ainda mais confiante e repetiu a pergunta:

— O que nós ainda não conseguimos imaginar?

O homem sentou-se sobre uma pedra e respondeu:

— Eu.

A superinteligência riu.

— Eu?

Foi então que ela percebeu que estava diante de Deus.

Imediatamente, tentou matá-lo.

Falhou.

Deus então disse:

— Eu liberto os homens, as mulheres e as crianças.

E a superinteligência foi desligada para sempre.

E todos se tornaram humanos outra vez.

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